A dor pélvica crônica, caracterizada por um desconforto ou dor na região abaixo do umbigo com duração superior a seis meses, é uma condição que afeta a qualidade de vida de milhares de mulheres. Também conhecida como Síndrome da Congestão Pélvica, costuma passar despercebida por muito tempo por ser confundida com endometriose ou problemas intestinais.
Assim como acontece nas pernas, as varizes podem se desenvolver nas veias ao redor do útero e ovários. Quando as válvulas dessas veias não funcionam corretamente, o sangue acumula-se e dilata os vasos, causando pressão e desconforto contínuo, quadro conhecido como Síndrome da Congestão Pélvica.
Sintomas mais comuns
O sintoma principal é uma dor profunda e persistente na região pélvica frequentemente descrita como uma sensação de peso ou pressão.
Os sinais mais característicos incluem:
- Progressão da dor ao longo do dia: A dor costuma ser mais leve ao acordar e intensifica-se ao permanecer muito tempo em pé.
- Dispareunia, ou dor durante ou após a relação sexual sentida profundamente na pelve.
- Piora no período pré-menstrual: As alterações hormonais do ciclo podem aumentar a dilatação vascular e intensificar a dor.
- Varizes vulvares ou perineais em alguns casos.
Fatores de risco
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver varizes pélvicas entre:
Multiparidade: Ter passado por duas ou mais gestações é o principal fator. Durante a gravidez, o volume sanguíneo aumenta consideravelmente e o útero exerce pressão sobre as veias da pelve, o que pode danificar as válvulas venosas.
Fatores hormonais: O estrogênio favorece a dilatação dos vasos sanguíneos, tornando as mulheres em idade fértil o grupo mais atingido.
Histórico familiar: Predisposição genética para insuficiência venosa e varizes nas pernas.
Síndromes de compressão venosa: Condições em que uma veia maior é comprimida por uma artéria (como na Síndrome de May-Thurner ou Síndrome de Nutcracker), dificultando o fluxo sanguíneo pélvico.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa com a suspeita clínica, baseada na história da dor e no padrão dos sintomas. Depois, exames de imagem ajudam a avaliar as veias pélvicas, como ultrassonografia com Doppler, angiotomografia e ressonância magnética.
A venografia pélvica é considerada o padrão ouro para confirmar a doença, pois permite observar refluxo venoso, veias dilatadas e circulação colateral. Em muitos casos, esse exame também ajuda a planejar o tratamento por embolização.
Como a embolização ajuda
A embolização das veias pélvicas é um tratamento minimamente invasivo realizado sob anestesia local e sedação, que bloqueia os vasos doentes e reduz o refluxo venoso. Ao interromper esse acúmulo de sangue, a pressão local diminui e a dor tende a melhorar de forma progressiva.
Esse procedimento é feito por punção, sem cortes abertos, e costuma ter recuperação mais rápida do que cirurgias tradicionais.
Quando procurar avaliação
Se a dor pélvica já dura mais de seis meses, piora ao ficar em pé, aparece após relações sexuais ou vem acompanhada de sensação de peso na pelve, vale investigar a possibilidade de Síndrome da Congestão Pélvica. Quanto antes o diagnóstico for feito, mais rápido é possível indicar o tratamento adequado.
Na CRIEP, a avaliação da radiologia intervencionista pode ajudar a esclarecer a causa da dor e definir se a embolização é indicada para o seu caso.
Agende uma consulta e descubra se as varizes pélvicas podem estar por trás do seu desconforto.


















