A embolização da próstata, hoje reconhecida como uma alternativa para o tratamento dos sintomas urinários decorrentes da hiperplasia prostática benigna (HPB), nasceu de uma combinação de pesquisa clínica e visão de futuro.
O que começou como um procedimento experimental hoje é uma alternativa consolidada para homens com próstata aumentada, que leva alívio dos sintomas urinários com menor invasão e recuperação mais rápida do que muitas cirurgias tradicionais.
Na CRIEP, essa técnica é aplicada com rigor, seguindo protocolos desenvolvidos ao longo de anos de estudo e prática, inclusive pelo Professor Dr. Francisco César Carnevale.
Origem e criação da técnica de embolização da próstata
A embolização das artérias da próstata (EAP) foi desenvolvida a partir de um trabalho conjunto entre o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e a Universidade de Harvard, coordenado pelo Prof. Dr. Francisco César Carnevale, sócio da CRIEP.
Em 2007, o grupo iniciou estudos experimentais em animais para avaliar se a obstrução seletiva dos vasos que nutrem a próstata poderia reduzir o volume glandular sem causar complicações graves. Os resultados foram promissores e abriram caminho para a aplicação em humanos.
Em 2008, já no InRad/HCFMUSP, o Dr. Carnevale e o urologista Dr. Alberto Azoubel Antunes deram início ao tratamento de pacientes com HPB sintomática, muitos deles em uso de sonda vesical e com alto risco para cirurgia aberta.
O procedimento consiste em introduzir um cateter pela artéria femoral da virilha, guiado por imagens, até as artérias da próstata, onde são injetadas microesferas que reduzem o fluxo sanguíneo para a região hiperplásica. Com o tempo, a próstata “murcha”, diminui de tamanho e os sintomas urinários melhoram ou desaparecem em grande parte dos pacientes.
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Papel da equipe da CRIEP na consolidação mundial
A CRIEP é um dos centros que consolidaram a embolização da próstata como técnica segura e que produz excelentes resultados para os pacientes.
A partir dos estudos iniciais, o grupo passou a apresentar resultados em congressos nacionais e internacionais, treinar médicos de diversos países e colaborar em pesquisas multicêntricas. Hoje, a clínica é referência para quem busca não apenas o procedimento, mas formação e atualização em radiologia intervencionista.
O reconhecimento técnico se reflete no desenvolvimento de ferramentas como o software EmboAssist GE, que auxilia na análise e planejamento da embolização, aumentando a precisão e a segurança.
Além disso, a equipe da CRIEP participa ativamente de sociedades como a SOBRICE, contribuindo para a difusão da técnica e para a criação de protocolos padronizados de indicação, execução e seguimento.
Para quem a embolização da próstata é indicada
A embolização da próstata é indicada principalmente para homens com HPB sintomática que não respondem bem ao tratamento medicamentoso ou que apresentam contraindicações para cirurgia tradicional, como RTU (ressecção transuretral da próstata).
Ela é indicada para pacientes com comorbidades cardiovasculares, respiratórias ou de coagulação, que tornam a anestesia geral e a cirurgia mais arriscadas.
Os principais sintomas que justificam a avaliação para embolização são:
- jato urinário fraco ou interrompido
- dificuldade para iniciar a micção
- sensação de esvaziamento incompleto
- urgência urinária
- aumento da frequência de idas ao banheiro
- noctúria (acordar várias vezes à noite para urinar).
A decisão sempre passa por avaliação do urologista, que confirma o diagnóstico de HPB e afasta a possibilidade de câncer de próstata com exames como PSA, ultrassonografia e, quando necessário, ressonância magnética.
Reconhecimento da Anvisa e cobertura por planos de saúde
O procedimento de embolização das artérias da próstata foi aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2016, reconhecendo‑o como procedimento válido e utilizável na prática médica, desde que realizado por médicos com treinamento específico em radiologia intervencionista.
Mais recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu a embolização da próstata no rol de procedimentos obrigatórios, o que reforça o direito dos pacientes de terem o tratamento coberto pelos planos de saúde.
A embolização da próstata é um exemplo de como a radiologia intervencionista pode atuar no tratamento de uma condição comum como a HPB.
Na CRIEP, essa técnica é aplicada com foco em segurança, eficácia e qualidade de vida, seguindo o legado de inovação do Dr. Francisco César Carnevale.






















