embolização para artrose

Embolização para artrose e alívio da dor articular

A embolização para artrose é uma alternativa minimamente invasiva para pacientes com dor articular crônica que não já não respondem aos medicamentos ou infiltrações e que, apesar de fisioterapia, as dores impactam no dia-a-dia.

O tratamento alivia dores intensas nas articulações como joelho, ombro e quadril ao reduzir a inflamação direta, devolvendo mobilidade e qualidade de vida sem grandes cirurgias.

Os pacientes sentem alívio progressivo da dor nas semanas seguintes, exercendo as atividades cotidianas como caminhada e subida de escadas, com mais firmeza e até dormindo melhor.

O que é a embolização para artrose

A artrose desgasta a cartilagem das articulações, causando dor por inflamação nos vasos sanguíneos que nutrem a área afetada. Na embolização para artrose, o médico radiologista intervencionista usa imagens em tempo real para guiar um cateter fino até esses vasos anormais por meio de uma punção pequena na virilha ou no pulso.

Micropartículas especiais bloqueiam o fluxo excessivo de sangue que alimenta a inflamação, reduzindo dor e inchaço sem afetar a articulação como um todo. O procedimento dura poucas horas, normalmente com anestesia local e sedação leve.

Quando indicar embolização para artrose

Essa técnica beneficia pacientes com artrose moderada a grave no joelho, especialmente aqueles entre 50 e 70 anos que não respondem a infiltrações ou fisioterapia intensiva. É ideal para quem quer evitar a prótese por riscos cirúrgicos ou prefere preservar a articulação natural por mais tempo.

Outras indicações embolização para dor crônica do sistema musculoesquelético

  • Condições inflamatórias: como tendinite, bursite e fasceíte. Um exemplo é a capsulite adesiva do ombro (ombro “congelado”) que causa dor intensa e rigidez.

  • Lesões benignas ósseas hiper-vascularizadas: cistos ósseos aneurismáticos. Nesses casos, a embolização pode ser usada para controlar a vascularização excessiva, reduzindo o tamanho da lesão e a dor associada.

Principais critérios para ser um candidato à embolização

Nem todo paciente com dor articular é automaticamente candidato. Por isso, é necessária avaliação especializada. De modo geral, são bons candidatos os pacientes que apresentam:

  • Dor crônica persistente em articulações ou tendões, sem resposta satisfatória a tratamentos conservadores como analgésicos, fisioterapia, infiltrações.

  • Sintomas moderados a graves com dor que impacta atividades diárias. Exames de imagem como a ressonância magnética devem mostrar sinais de inflamação ativa na articulação como sinovite ou neovascularização e alterações moderadas decorrentes da artrose.

  • Sem indicação imediata de prótese articular: geralmente os pacientes que ainda não precisam de artroplastia, ou que desejam postergar cirurgias maiores. Por exemplo, portadores de osteoartrite leve a moderada que tentaram outras terapias sem sucesso.

Como funciona o procedimento

O procedimento é realizado por radiologistas intervencionistas, geralmente em ambiente hospitalar. No dia do procedimento, o paciente chega em jejum, recebe anestesia local na região de acesso, podendo receber sedação leve para conforto.

Um cateter é guiado até as artérias que irrigam a área inflamada, com o suporte de um equipamento de imagem chamado angiografo. Por meio do cateter são injetadas micropartículas biocompatíveis muito pequenas que obstruem seletivamente os vasos inflamados preservando o suprimento normal dos tecidos saudáveis. Essa embolização reduz o fluxo sanguíneo na região problemática, diminuindo a inflamação e a dor associada.

Ao final do procedimento, o cateter é retirado e faz-se compressão local. Não são necessários pontos, sendo utilizado apenas um curativo simples na pele. Como é minimamente invasivo, o procedimento dura cerca de 1 a 2 horas, e o paciente costuma passar apenas poucas horas em observação. Em geral ele recebe alta no mesmo dia, podendo movimentar-se e caminhar pouco depois.

No dia seguinte, uma caminhada leve deve ser feita e a maioria dos pacientes volta ao trabalho de três a cinco dias. Se for necessário, são receitados analgésicos para os primeiros dias de pós-operatório. Sem cortes grandes, o risco de infecção é mínimo, e a anestesia local permite conversar durante o procedimento.

A equipe da CRIEP conta com médicos experientes e acesso à tecnologia avançada dos grandes hospitais como Hospital Sírio Libanês e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Esta combinação permite mapear exatamente os alvos da embolização, o que garante eficácia e segurança máxima em cada caso.

Vantagens clínicas da embolização para artrose

Diferentemente de cirurgias, a embolização preserva a articulação natural e adia o uso de próteses por anos, se for o caso de precisar contar com elas. Estudos mostram redução de 70% na dor e melhora funcional em 85% dos casos. Por sua vez, são raras as complicações, inferiores a 2% dos casos, e qualidade de vida melhora rapidamente, sem longos períodos de recuperações.

Perguntas Frequentes

1 A embolização para artrose dói?

Não. Devido à anestesia local e a uma leve sedação se for o caso, o paciente tem uma sensação leve de pressão durante o procedimento caso permaneça acordado.

2 Quanto tempo dura o efeito do procedimento de embolização?

Geralmente por volta de dois anos, com possibilidade de repetição se necessário.

3 Posso voltar à academia?

Sim, após duas semanas com atividades leves, evoluindo gradualmente de acordo com a prescrição do médico.

4 A melhora da dor é garantida após a embolização?

80% a 85% dos pacientes apresentam melhora considerável da dor, variando por caso individual. Acreditamos sempre na alta incidência de sucesso nos nossos procedimentos.

5 Há risco de piora se o tratamento falhar?

É muito raro, pois a embolização preserva tecidos saudáveis e só bloqueia vasos inflamados. É importante realizar o procedimento com uma equipe médica experiente em ambiente hospitalar qualificado para diminuir riscos de complicações mais sérias.

A embolização revoluciona o tratamento da dor articular crônica. Na CRIEP, combinamos experiência com cuidado humanizado para cuidar dos nossos pacientes.

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