dor nas articulações

Dor nas articulações que não melhora? Como a embolização pode mudar o tratamento

Conviver com dor crônica no joelho, ombro e quadril, ou seja, dor nas articulações, não deve ser considerado normal principalmente quando ela persiste mesmo após fisioterapia, uso de medicamentos ou infiltrações. Muitas dessas dores apresentam um componente inflamatório que pode ser tratado de forma mais direcionada e precisa com o apoio da radiologia intervencionista.

Neste contexto, a embolização articular surge como uma alternativa moderna, minimamente invasiva e sem necessidade de cirurgia aberta. No entanto, tão importante quanto o tratamento é o diagnóstico correto para dor nas articulações e é nesse ponto que o atendimento multidisciplinar entre ortopedia, reumatologia e radiologia intervencionista desempenham papel fundamental.

O que é a embolização para dor nas articulações?

A embolização articular é um procedimento que atua diretamente na inflamação responsável pela dor. Em condições como artrose, tendinite e bursite, podem se formar pequenos vasos sanguíneos anormais na região afetada.

Esses vasos ajudam a manter o processo inflamatório ativo, prolongando a dor.

Durante o procedimento, o médico introduz um cateter fino por uma pequena punção na pele e o guia até os vasos que irrigam a área inflamada. Em seguida, são aplicadas microesferas (agente embolizante) que bloqueiam seletivamente esses vasos.

Um dos pontos que mais chamam atenção é a recuperação. Por não ser uma cirurgia aberta, o retorno às atividades tende a ser mais rápido, e o desconforto pós-procedimento costuma ser leve e temporário. Ao longo das semanas seguintes, muitos pacientes relatam melhora progressiva da dor e da mobilidade, o que pode significar voltar a fazer atividades simples do dia a dia sem limitações.

Dor nas articulações. Em quais casos pode ser indicada?

A embolização articular pode ser considerada para pacientes que apresentam:

  • Dor crônica no joelho, ombro ou quadril;
  • Diagnóstico de artrose, tendinite ou bursite;
  • Falha ou resposta limitada a tratamentos convencionais (medicamento, fisioterapia, infiltrações);
  • Desejo de evitar ou adiar uma cirurgia.

A indicação sempre depende de avaliação individualizada, baseada na avaliação clínica e em exames de imagem.

Benefícios esperados, riscos e recuperação

  • Benefícios – O principal ganho é o alívio da dor e a melhora da função da articulação. Como a embolização é minimamente invasiva, ela evita os cortes e o período de internação associados a cirurgias maiores. Estudos clínicos mostram redução significativa da dor (em média 40%) já nos primeiros meses pós-procedimento. Em muitos casos o paciente relata aumento da qualidade de vida e retorno mais rápido às atividades diárias.
  • Riscos potenciais – São considerados baixa frequência em comparação a procedimentos cirúrgicos. Os efeitos adversos mais comuns são leves, como dor ou hematoma no local da punção arterial. Podem ocorrer também pequenas manchas na pele próximas à área embolizada que geralmente desaparecem sozinhas. Complicações graves como lesão de tecidos por embolização equivocada são muito raras se o procedimento for bem conduzido. É importante considerar contraindicações seja por reação alérgica ao contraste ou problemas renais podem aumentar os riscos.
  • Recuperação – Em geral muito mais rápida que cirurgia aberta. O paciente costuma permanecer em observação por cerca de 6 a 8 horas e recebe alta no mesmo dia. No dia seguinte já pode retomar atividades leves. Recomenda-se repouso relativo por 1 ou 2 dias e evitar sobrecargas nas primeiras semanas. O alívio da dor costuma aparecer gradualmente nas semanas seguintes e alguns pacientes já notam melhora em poucos dias e estabilidade nos meses seguintes.

A recuperação esperada é um retorno progressivo às atividades normais, sempre com acompanhamento médico.

Um novo olhar para a dor crônica

A embolização articular é uma técnica emergente que complementa o arsenal contra a dor articular crônica. Por ser minimamente invasiva e baseada em estudos científicos, ela atrai interesse crescente na comunidade médica. No Brasil, a CRIEP destaca-se como centro promotor dessa inovação e apesar dos resultados iniciais serem positivos, é importante que o paciente procure um especialista qualificado para avaliar se esse tratamento é realmente indicado, sempre com cuidado e embasamento científico.

Se gostou do conteúdo, compartilhe.

Categorias

Posts recentes